Tom Kim viveu duas semanas improváveis que podem ter redefinido o rumo da própria carreira. No sábado, o sul-coreano de 24 anos conquistou a medalha de ouro nos Jogos Asiáticos, disputados no Japão, com uma última rodada de 64 tacadas (6 abaixo do par), fechando o torneio em 18 abaixo. O resultado garantiu a Kim a isenção do serviço militar obrigatório da Coreia do Sul, que normalmente dura entre 18 e 21 meses - um alívio e tanto para quem vinha reconstruindo seu jogo peça por peça nos últimos meses.
O prazo apertava. Homens na Coreia do Sul precisam se apresentar ao serviço militar até os 28 anos, e a história do golfe mostra que atletas raramente conseguem recuperar o nível competitivo após um hiato tão longo - algo que outros esportes de alta intensidade física e mental sentem de forma parecida, como quem acompanha o ritmo de torneios de tênis ou até as variações de sorte e estratégia em jogos de cassino online, a exemplo do caça-níquel fruit cocktail, sabe bem como pequenas janelas de oportunidade podem definir resultados. Kim só tinha dois caminhos reais para evitar o alistamento: uma medalha olímpica ou o ouro nos Jogos Asiáticos. Como ele completará 28 anos antes da edição de 2030 do evento, uma eventual falha neste sábado deixaria como última cartada os Jogos Olímpicos de 2028. caça-níquel fruit cocktail
Da Presidents Cup direto para o Japão
A pressão ficou ainda mais evidente pelo contexto da semana anterior. Kim foi, possivelmente, o melhor jogador de toda a Presidents Cup, torneio em que a equipe Internacional buscava sua primeira vitória desde 1998. Ele bateu Wyndham Clark no confronto de domingo, fechando a semana com 4 vitórias e 1 derrota - a melhor campanha individual entre os dois times. Mas não ficou para comemorar: saiu do Medinah Country Club, em Chicago, direto para um voo rumo ao Japão, onde disputaria os Jogos Asiáticos.
Assim como outros atletas sul-coreanos de destaque, como o atacante Heung-Min Son no futebol e o ex-jogador de beisebol Shin-Soo Choo, Kim correu atrás da isenção com todas as forças. Mas para um golfista em ascensão, abrir mão de quase dois anos de carreira teria um custo ainda mais alto, justamente num esporte em que o ritmo competitivo e o timing técnico são difíceis de recuperar após longas pausas.
A montanha-russa de uma carreira precoce
Aos 23 anos, Kim já somava três vitórias no PGA Tour e outras seis ao redor do mundo, números raros para um jogador tão jovem. Sua personalidade forte durante a Presidents Cup de 2022 o projetou como uma das novas estrelas do golfe mundial. Só que 2024 foi um ano de queda livre: o jogo desandou, e 2025 começou pior ainda, com Kim caindo para fora do top 100 do ranking mundial e perdendo o status de membro pleno no circuito.
A reviravolta começou em maio. Depois de uma semana discreta em um torneio alternativo, ele terminou em terceiro no US Open e, na sequência, venceu o Scottish Open por duas tacadas de diferença, superando um grupo recheado de estrelas. O bom momento seguiu firme durante o verão, rendendo vaga no Tour Championship - e, na semana seguinte, superando nomes como Chris Gotterup, Xander Schauffele e o próprio Clark na Presidents Cup.
O alerta de quem já passou pelo serviço militar
A história recente do golfe sul-coreano mostra o tamanho do risco que Kim corria. Sangmoon Bae foi direto da Presidents Cup para o alistamento em 2015 e nunca mais recuperou o nível competitivo. Seung-yul Noh, vencedor no PGA Tour antes de servir, teve o retorno coincidindo com a pandemia de Covid-19 e hoje disputa o Korn Ferry Tour. Já Doyeob Mun teve o caso de maior sucesso relativo: voltou, atuou como reserva no LIV Golf e venceu torneios na Ásia nos últimos anos.
Com o ouro garantido, Kim evita esse risco e pode seguir focado na reconstrução que já vinha dando sinais claros de sucesso. Para um jogador que parecia destinado ao estrelato antes de enfrentar dois anos difíceis, a medalha representa mais do que uma formalidade burocrática - é a confirmação de que seu momento de ressurgimento no golfe mundial pode continuar sem interrupções.