Colton Herta

Herta vê futuro na F1 ameaçado por rivais americanos da Cadillac

Herta vê futuro na F1 ameaçado por rivais americanos da Cadillac

O sonho de Colton Herta de chegar à Fórmula 1 atravessa um momento de incerteza. Depois de apostar na Fórmula 2 como trampolim para a Superlicença da FIA, o piloto californiano reconhece que o plano não está saindo como esperado, e isso acende um alerta justamente quando a Cadillac F1 avalia suas opções para formar uma dupla com identidade americana na categoria.

Aposta na F2 não rendeu os frutos esperados

Herta uniu forças com a Hitech para a temporada de Fórmula 2, numa tentativa de somar pontos de Superlicença que complementassem suas sessões de treino livre (FP1) pela Cadillac. O objetivo era claro: superar o obstáculo burocrático que, não faz muito tempo, já havia custado a ele uma chance na extinta AlphaTauri, hoje Racing Bulls, time ligado à estrutura de jovens da Red Bull. Até agora, porém, um pódio na F2 2026 não apareceu, e o próprio piloto já sinalizou falta de interesse em permanecer na categoria em 2027. Se o número de FP1s pela Cadillac continuar limitado a quatro por temporada, como planejado, mesmo pontuando em todas elas, Herta corre o risco de não reunir a pontuação necessária para a Superlicença.

IndyCar e Super Fórmula como portas alternativas

Apesar do momento delicado, o caminho de Herta até a Fórmula 1 pela Cadillac não está encerrado. Uma possível volta à IndyCar surge como alternativa, já que a tabela de pontuação de Superlicença da categoria foi revisada e hoje é mais generosa do que era durante sua primeira passagem por lá. Nesse cenário, um top-3 no campeonato, somado a mais sessões de FP1, poderia recolocá-lo na disputa rumo a 2028. A Super Fórmula japonesa também é citada como rota viável - categoria que já ajudou a moldar nomes como Liam Lawson e Pierre Gasly rumo à F1. Um top-2 no campeonato japonês, aliado a mais treinos livres pela Cadillac, manteria viva a candidatura de Herta.

Ugochukwu desponta como concorrente direto

O cenário, no entanto, deixou de girar apenas em torno de Herta. Ugo Ugochukwu, nova-iorquino de 19 anos e recém-coroado campeão da Fórmula 3, vem ganhando espaço nas conversas internas sobre o projeto americano da Cadillac. Após o título, surgiram informações de que ele estaria na briga por sessões de FP1 com a equipe já em 2027 - notícia que não deve agradar Herta. Ugochukwu já teve contato com um carro de Fórmula 1 em teste da Alpine em Monza neste ano, e a expectativa, segundo apurou a PlanetF1.com, é de que ele dê o salto para a Fórmula 2 com apoio da Red Bull. A escuderia austríaca, porém, já vive um "problema de luxo" com Nikola Tsolov disputando vaga na Racing Bulls ao lado de Lawson e Arvid Lindblad - e a chegada de Ugochukwu a esse grupo, somada aos nomes de Ernesto Rivera e Mattia Colnaghi na F3, só aumenta a concorrência. Para a Cadillac, oferecer FP1s a Ugochukwu pode resolver dois problemas ao mesmo tempo: dar rodagem a um talento em ascensão e aliviar o engarrafamento na Red Bull.

Wheldon, o nome com peso histórico no radar

Há ainda uma terceira via dentro da base de pilotos ligada à Andretti Global. Sebastian Wheldon, de 17 anos, acaba de assinar com a renomada Trident para a disputa da Fórmula 3 - equipe que levou Freddie Slater, da Audi, a uma briga de título acirrada com Ugochukwu nesta temporada. Wheldon reúne ingredientes que chamam atenção: velocidade demonstrada em F4 e Fórmula Regional, vínculo com a estrutura de formação da Andretti e um sobrenome carregado de simbolismo, por ser filho do saudoso Dan Wheldon, ícone da IndyCar. Para a base de torcedores americanos da Cadillac, essa conexão histórica tem apelo evidente. Resta acompanhar de perto seu desempenho na F3 de 2027. Com Herta, Ugochukwu e Wheldon no radar, a Cadillac passa a ter, de forma inesperada, um leque amplo de opções para cumprir sua ambição de levar um piloto americano à Fórmula 1.