Jordan Pickford

Pickford Relembra Dez Anos de Seleção e Exalta Legado de Southgate

Pickford Relembra Dez Anos de Seleção e Exalta Legado de Southgate

Há exatamente uma década, em 9 de outubro de 2016, Jordan Pickford recebia sua primeira convocação para a seleção inglesa. Dez anos depois, o goleiro do Everton revisitou essa trajetória em entrevista exclusiva à FIFA, recordando desde o nervosismo da estreia até o momento que definiria sua carreira: a disputa de pênaltis contra a Colômbia na Copa do Mundo de 2018. O relato também traz um reconhecimento direto ao técnico Gareth Southgate, peça central na reconstrução competitiva dos Três Leões.

De calouro nervoso a titular absoluto

Em 2016, Pickford tinha apenas 22 anos e somava sete partidas na Premier League quando foi chamado por Southgate após a lesão de Tom Heaton. O goleiro admite que o nervosismo tomou conta dele logo na primeira viagem com o grupo principal, ao ponto de tremer sentado em frente a Wayne Rooney no ônibus da equipe. A estreia oficial só viria um ano depois, em novembro de 2017, num amistoso contra a Alemanha - um intervalo que mostra como Southgate preferiu construir a confiança do jovem arqueiro com calma antes de lançá-lo em definitivo.

A noite da Colômbia e a consagração na Rússia

O ponto alto da carreira de Pickford, segundo ele próprio, aconteceu nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, contra a Colômbia. Depois de Harry Kane abrir o placar de pênalti, a Inglaterra viu Yerry Mina empatar nos minutos finais, levando a decisão para os pênaltis. Pickford defendeu a cobrança de Carlos Bacca, um momento que ele credita como decisivo para elevar a confiança dos companheiros na marca da cal. Eric Dier converteu a penalidade final, e a Inglaterra venceu por 4 a 3, garantindo pela primeira vez na história uma vitória em disputas de pênaltis em Copas do Mundo. A campanha seguiu com vitórias sobre Tunísia, Panamá e Suécia até a semifinal, um resultado que devolveu a seleção inglesa ao topo do cenário internacional após anos de frustração.

O legado de Southgate em quatro grandes torneios

Pickford seguiu como titular nos ciclos seguintes: a final da Eurocopa de 2020, as quartas de final da Copa do Mundo de 2022 e a final da Eurocopa de 2024. Nenhum título veio nesse período, mas a consistência em chegar a fases decisivas representou um salto de patamar para a seleção. Na final de 2020, o próprio goleiro defendeu duas cobranças na disputa de pênaltis, ainda insuficiente diante da Itália, derrota por 3 a 2. Na Copa de 2022, a eliminação veio nas quartas diante da França, e em 2024 a Inglaterra voltou a esbarrar numa equipe europeia de ponta, perdendo a final para a Espanha por 2 a 1.

Para Pickford, o trabalho de Southgate muitas vezes não recebeu o reconhecimento devido. Segundo o goleiro, o técnico reconstruiu a relação entre a seleção e a torcida a partir de 2018 e sustentou essa conexão nos torneios seguintes, sempre depositando confiança nos jogadores e dando espaço para que retribuíssem em campo. É uma leitura que reforça como a estabilidade institucional, muitas vezes ofuscada pela ausência de taças, pode ser tão relevante quanto os resultados.

Olhar para 2026

A FIFA já adiantou que a segunda parte da entrevista com Pickford será publicada em 14 de outubro, com o goleiro projetando a Copa do Mundo de 2026 e sua ambição de seguir contribuindo para novos avanços da seleção inglesa. Depois de uma década marcada por semifinais e finais, a expectativa dos torcedores ingleses é que o próximo capítulo traga, enfim, o título que ainda falta.